INTRO

Ao se deparar com um objeto aparentemente restrito, um cruzamento de sensações dá origem a diversas expressões. Uma vez que a superfície é compreendida além da sua forma, novos movimentos desafiam e ampliam a percepção.

Um vídeo projetado numa tela não é apenas a reprodução de uma história. Quando o espectador permite que a imagem se desmembre, a experiência transborda e concebe um momento de reflexão a partir do desconhecido. A busca pelo original também é um conflito dentro do surfe e do skate. O que representa o inédito? Como o passado é representado? Qual é o próximo caminho?

As discussões passam por inúmeros campos e confrontam variadas linhas de pensamento. A busca por outros modelos de prancha, a produção de tênis de skate com enfoque tecnológico, a utilização de novas câmeras e equipamentos, a construção de ondas artificiais longe da praia, a apropriação cultural do skate, o desenvolvimento de manobras, a criação de novas linguagens e estéticas, o papel da mídia, a profissionalização do mercado, o surfe e o skate enquanto arte, entre outros temas.

Em sua quinta edição, o Mimpi traz na expansão do olhar sobre os processos uma ode aos filmes e as demais manifestações artísticas e criativas que envolvem o surfe e o skate.

Esse ano, o festival acontecerá durante quatro dias no Rio de Janeiro. Diretores de filmes, surfistas, skatistas, artistas, fotógrafos, músicos, profissionais do mercado e entusiastas. Uma reunião de inúmeras pessoas que representam, formam e transbordam o atual cenário do surfe e do skate. Para conhecer e atingir mais idéias, eventos paralelos se espalharão pela cidade nas semanas que antecedem e sucedem o festival.

Exibição de filmes, arte, música, feira independente e oficinas. Um festival com projeções, som, lisergia, convivência, invenções e experimentações.

Trans/Borda. Mimpi.